Criança assassina: Lionel Tate e sua brincadeira de luta que levou a morte de uma menina de 6 anos

Lionel Tate
Lionel Tate

Dia 30 de janeiro de 1987, nasceu Lionel Alexander Tate, na Flórida, EUA. Aos 12 anos de idade, no dia 28 de julho de 1999, sua mãe o deixou sozinho com Tiffany Eunick, de 6 anos, de quem era babá, enquanto dormia em um dos quartos do andar de cima da casa. Segundo a defesa de Lionel, ele estava brincando com Tiffany, mostrando a ela movimentos de uma luta (WWF) que tinha visto na televisão, e acidentalmente a menina caiu desfalecida.

Tiffany Eunick, 9 anos - assassinada por Lionel Tate
Tiffany Eunick, 9 anos – assassinada por Lionel Tate

Tiffany faleceu de traumatismo craniano, conforme o relatório do legista local. Porém, o mais bizarro foi que seu corpo estava brutalmente espancado. Ela sangrava pela boca, olhos, nariz e ouvidos. Seu crânio foi fraturado em vários lugares e suas costelas estavam rachadas. Parte de seu cérebro foi destruído e uma parte do seu fígado foi dilacerado dentro de seu corpo.

Estranhamente, as lesões pareciam “semelhantes a uma queda de um prédio de 3 andares”, segundo legistas. Lionel foi julgado como adulto perante as leis da Flórida, que não exigia que ele tivesse uma real intenção de matar. O jovem foi condenado por assassinato de primeiro grau.

Um resumo de sua defesa, afirmou que a culpa não foi de Lionel, mas sim da WWF, nunca alegando que ele não tivesse matado Tiffany, mas que seu amor por wrestling profissional, que tem um roteiro e coreografia de extrema violência, foi a causa da morte da criança.

Lionel Tate em seu julgamento
Lionel Tate em seu julgamento

Sua mãe, com medo, afirmou que Lionel estava brincando e que a morte da menina foi um acidente trágico. O tempo todo Lionel e sua defesa se esforçaram para banalizar o ato, o que resultou numa bronca de 45 minutos do juiz do caso. Na bronca, ele comentou “como é que ela diz a um filho, depois do que ele fez, que ele estaria sendo preso porque ‘brincou’?”, e a mãe de Lionel retrucou dizendo que seu filho não deveria estar preso, e sim em casa, com ela.

No dia 9 de maio de 2001, Lionel foi o cidadão norte-americano mais novo a ser condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de condicional. Em janeiro de 2004, o tribunal de apelações do Estado revogou a condenação com a base que “sua capacidade mental não fora avaliada antes do julgamento”. Isso fez com que eles abrissem um caminho para um acordo judicial, sendo convertido para 1 ano de prisão domiciliar e 10 anos de liberdade condicional.

Em setembro do mesmo ano, Lionel foi preso por violar essa fraude, quando foi encontrado fora de casa com uma faca de quarto polegadas. No dia 29 de outubro então, a Associated Press informou que Lionel ganhou um período adicional de 5 anos por violação de sua condicional e no dia 30 de novembro, foi autorizado a voltar para a casa de sua mãe. Ela pediu para que parassem com as visitas dos agentes da condicional, porque eles eram estressantes.

Dia 23 de maio do ano seguinte, Lionel foi acusado de roubo portando uma arma, violando de novo a condicional. Ele rendeu um entregador de pizza, assim que ele foi fazer uma entrega. O rapaz deixou as pizzas e fugiu do local. Então Lionel entrou no apartamento do morador que tinha feito o pedido e o agrediu. O entregador de pizza chamou a polícia, e identificou Lionel como o agressor.

Lionel Tate, mais velho, em seu outro julgamento
Lionel Tate, mais velho, em seu outro julgamento

Em 1 de março de 2006, Lionel aceitou outro acordo judicial e foi condenado a 30 anos, no dia 18 de maio, sob a acusação de posse de arma. Essa sentença foi confirmada no dia 24 de outubro de 2007. No ano seguinte, em fevereiro, Lionel foi condenado pelo roubo das pizzas, com uma pena de 10 anos, que será simultaneamente executada com sua sentença de 30 anos, por violação da condicional.

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Fonte: Face Obscura

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