A bizarra história envolvendo um Duende em uma garrafa de São Thomé das Letras

Essa é uma história muito bizarra, e quem vivenciou ela foi a Jéssica, uma garota que viajou até São Thomé das Letras, e resolveu trazer uma lembrancinha de lá… um “Garraduende”, um duende dentro de uma garrafa. Ela contou que sempre quis conhecer a cidade mística que seu tio tanto lhe contou.

Quando ela estava voltando, decidiu entrar em uma lojinha de bugigangas. Assim que entrou, seus olhos foram atraídos diretamente para a garrafa com o duende ignorando tudo mais que havia ali. Jéssica contou: “As coisas já começaram a ficar estranhas no mesmo dia que cheguei em casa e deixei o “Epa” (coloquei esse apelido nele) na mesa da sala, fui para o quarto e deixei minha mala e quando voltei para sala, a garrafa estava caída na mesa.

Achei que eu tinha derrubado e não dei muita importância. Arrumei um lugar bem bacana para ele na rack, ajeitei os outros bonequinhos para o lado e centralizei ele virado para mim e ele ficou lá o resto do dia. Aquela noite foi estranha, lembro de ter sonhado com o Epa, ele estava se movendo dentro da garrafa, girando como um pequeno furacão, que logo para. O Epa olhava para mim com cara de bravo e dizia “-Abra, abra a garrafa”.”

Claramente ela ficou impressionada com o sonho (ou pesadelo…) e na manhã seguinte, ela foi direto para a sala e quando viu que o Epa ainda estava lá, soltou um suspiro aliviada. Assim se seguiu, durante as semanas seguintes. Ela continuou contando “Virava e mexia, lá ia eu virar a garrafa pois o duende estava de costas, tentei não dar muita importância a isso pois lembro de ter visto uma vez, uma estátua num museu que se virava sozinha, depois descobriu-se que o local onde a estátua ficava tremia toda vez que um veículo de grande porta passava na frente do museu, achei que estava acontecendo a mesma coisa com o Epa. A única coisa que me incomodava de vez em quando era aquele mesmo sonho do Epa pedindo para que eu abrisse garrafa.”

Foi na noite do 7º dia que o duende estava na casa de Jéssica que ela voltou a ter aquele sonho bizarro. “O início foi igual até o momento em que ele me pedia para abrir a garrafa, só que ao invés dele falar “Abra, abra a garrafa” a rolha da garrafa saia, o duende simplesmente sumia e uma gargalhada sinistra se propagava no ar. Levantei no meio da noite, assustada. Minha vontade era de me esconder debaixo das cobertas, mas te pergunto – Eu segui minha vontade? Não né! – Fui até a sala e para minha tranquilidade ele estava lá na garrafa, de costas, mas na garrafa. Voltei a dormir.”

Foi depois desse 7º dia que os pesadelos se tornaram diários, ela acordava todas as noites assustada e nas últimas começou a acordar suando, foi quando ela percebeu que a garrafa do Epa também começou a “suar”, sim havia condensação na garrafa do Epa!
“O Epa já estava a quase um mês em casa, foi quando escutei durante o dia aquilo que eu só escutava em meus sonhos “Abra, abra…” poderia até ser que eu estivesse escutando alguém na rua, mas não com aquela entonação, não com aquela voz e não com aquele medo que essa frase me causou até agora.

Me irritei, com aquele medo que eu sentia, com as noites que acordei assustada o que não conseguia dormir, criei coragem, peguei o Epa nas mãos e tirei aquela maldita rolha! Nunca mais tive pesadelos!” Sim, a Jéssica liberou o Garraduende da garrafa, mas ela afirma que não pode nunca se “livrar” dele… Realmente, uma história maluca, não é mesmo?

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