Fritz Haarmann : A insana história do Vampíro de Hannover e suas 24 mortes

O Muita Brisa trouxe a história de Fritz Haarmann, mais conhecido como “Vampiro de Hannover”. Esse insano cara ficou conhecido por deixar marcas de mordidas no pescoço de suas vítimas. Fritz foi um assassino e molestador alemão, condenado por matar cerca de 24 pessoas. Há quem diz que os números de mortes atribuídas a ele, pode ser maior! Seu apelido surgiu pela forma bruta que tratava suas vítimas.

Fritz Haarmann
Fritz Haarmann

Tudo começou no dia 25 de outubro de 1879, em Hanover, na Alemanha, quando nasceu. Foi o sexto filho de seus pais. Fritz era uma criança quieta, inativa e não gostava de brincadeiras típicas de meninos da sua idade. Preferindo brincar com suas irmãs, despertou em seu pai uma ira tão grande, que aos 16 anos, em 1895, enviou o jovem para uma escola militar, New Breisach.

Fritz conseguiu um bom desempenho no treinamento, mas por conta de crises de epilepsia, foi dispensado depois de ter entrado na academia. Ao voltar para sua cidade, Fritz começou a trabalhar numa fábrica de charutos. Não contente o bastante, em 1898, o jovem foi preso acusado de molestar uma criança.

Um psicólogo fez uma declaração dizendo que Fritz era mentalmente incapaz de ser julgado, o enviando para um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado.

Casa onde Fritz morou
Casa onde Fritz morou

Passaram-se seis meses, Fritz escapou e fugiu para a Suíça, onde trabalhou por dois anos antes de voltar para a Alemanha. Ao voltar, se alistou mais uma vez no exército, mas dessa vez, usou um nome falso. Em 1902, foi descartado de novo pelos médicos locais.

Ao sair do exército, Fritz ganhou uma pensão militar integral, voltando a viver com sua família. Nesse período, começou a trabalhar na pequena empresa que seu pai tinha montado.

Depois de uma discussão com seu pai, os dois passaram por uma violenta luta e Fritz foi preso acusado de agressão e novamente enviado para um hospital psiquiátrico. Mas, dessa vez, o médico não diagnosticou Fritz como mentalmente instável. No tribunal, ele foi inocentado, voltando a morar com sua família, e pouco tempo depois, tentou abrir uma pequena loja, que foi um fracasso total.

Na década seguinte, Fritz virou um ladrão, assaltante e vigarista. Ele foi frequentemente preso e cumpriu várias penas curtas na prisão. Nessa época ele estabeleceu uma relação com a polícia de Hannover como informante. Essa foi a forma que achou para redirecionar a atenção da polícia a partir de si mesmo. Pouco tempo depois, admitiu que a Polícia começou a vê-lo como uma fonte confiável de informações sobre rede criminosa de sua cidade.

Essa fama de confiável logo foi quebrada, e logo no começo da I Guerra Mundial, em 1914, foi condenado por uma série de roubos e fraudes e foi preso. Após a sua libertação em 1918, ele ficou impressionado com a pobreza que a Alemanha havia se tornado, como resultado da guerra, aumentou automaticamente a criminalidade.

O país estava falido. Fritz, sem trabalho, voltou para a vida de crimes. O novo estado da Alemanha deu a ele mais oportunidades para ficar à margem da lei, voltando a contar com Fritz, como informante.

Fritz e a polícia alemã
Fritz e a polícia alemã

Entre 1918 a 1924, Fritz ainda com gosto de criminoso, matou pelo menos 24 pessoas, embora sendo suspeito de assassinar 27. Sua primeira vítima foi um jovem de 17 anos, chamado Friedel Rothe. Quando ele desapareceu, seus amigos falaram para a polícia que viram ele pela última vez com ninguém mais, ninguém menos que Fritz.

Sob pressão da família do jovem, a polícia invadiu o apartamento de Fritz. Ao chegar lá, ficaram totalmente chocados ao encontrar um estudante semi nu ao lado de Frtiz. Sem escolha a não ser acusa-lo de agressão sexual, Fritz cumpriu 9 meses de pena. Logo depois de ser solto, ele conseguiu recuperar a confiança da polícia e voltou a ser um informante novamente! Os caras são muito ingênuos!

Suas posteriores vítimas, eram em grande parte jovens rapazes viajantes, fugitivos, e, ocasionalmente, prostitutos que se concentravam em torno da estação ferroviária central de Hannover. Fritz atraia as vítimas, em especial esses jovens que viviam da prostituição, até seu apartamento, matando-os mordendo suas gargantas. Todas suas vítimas foram desmembradas antes de serem descartadas. Fritz descartava-os geralmente no rio Leine.

As posses das várias vítimas foram vendidas no mercado negro ou dadas para seu amante, Hans Grans. Existem alguns rumores que diziam que Fritz também vendeu a carne dos corpos de suas vítimas como sendo carne de porco enlatada no mercado negro, embora nunca tivesse evidência física para confirmar isso! Cara insano!

Seu cúmplice e parceiro, Hans Grans, também vendeu, a um preço mínimo muitos dos bens de várias das vítimas, no mercado negro, e manteve outros bens para si mesmo. Fritz inicialmente alegou que Grans pediu para ele que matasse duas pessoas para que ele ficasse com as roupas delas!

Hans Grans e Fritz Haarmann
Hans Grans e Fritz Haarmann

Em maio e junho de 1924, a polícia descobriu ossos humanos no rio  Leine. Então, começaram a fazer uma varredura no rio e descobriram mais de 500 ossos humanos, que mais tarde foram confirmados como pertencente a pelo menos 22 indivíduos humanos.

A suspeita dos policiais rapidamente caiu sobre Fritz, que tinha condenações por molestar crianças, e também tinha sido ligado ao desaparecimento de Friedel Rothe em 1918.

Ossos encontrados no rio
Ossos encontrados no rio

Fritz foi colocado sob vigilância a partir de então. Na noite de 22 de junho, ele foi observado rondando na estação ferroviária de Hannover. Depois de tentar levar um rapaz para seu apartamento, ele foi rapidamente preso. Seu apartamento foi revistado e as paredes estavam totalmente manchadas de sangue.

O argumento de Fritz, foi que isso era resultado de sua atividade ilegal como um açougueiro. No entanto, roupas e objetos pessoais de vários jovens desaparecidos foram encontrados em sua casa.

Sob interrogatório, Fritz confessou ter estuprado, matado e massacrado jovens garotos desde 1918. Quando perguntaram quantos ele havia matado, Fritz alegou “algo entre 50 e 70”! A Polícia, no entanto, consegui conectar o insano psicopata com o desaparecimento de “apenas” 27 jovens, sendo acusado por eles.

O mais bizarro é que apenas uma parte dos objetos pessoais encontrados em seu apartamento, foram identificados como tendo pertencido a nenhuma das vítimas.

Jornal local com notícias de Fritz
Jornal local com notícias de Fritz

Seu julgamento começou em 4 de dezembro de 1924. Fritz foi acusado pelo assassinato de 27 meninos e jovens que desapareceram entre 1918 e junho de 1924.

O julgamento foi um dos primeiros grandes eventos na mídia alemã. O termo “serial killer” ainda não era utilizado, e o público e a imprensa ficaram sem palavras para descrever o caso. Fritz foi ao mesmo tempo chamado de “lobisomem” e “vampiro”.

Julgamento de Fritz
Julgamento de Fritz

O caso foi muito impactante para a fragilizada sociedade alemã do pós guerra, não apenas pela crueldade com que Fritz aniquilou suas vítimas, mas também pelo vampiro de Hannover estar ligado a polícia da cidade como informante!

Nunca tinha ocorrido à polícia que o assassino em série responsável pela morte de vários jovens era bem conhecido e próximo para eles. Fritz fez os policias e a Alemanha de gato e sapato, atuando bem debaixo de seus narizes. O julgamento durou apenas duas semanas.

Em 19 de dezembro de Fritz foi considerado culpado de 24 dos 27 assassinatos e condenado à morte. Ele foi absolvido de três assassinatos. Foi decapitado com uma guilhotina em 25 de abril de 1925.

Grans foi inicialmente considerado culpado de incitação ao assassinato, no caso de Adolf Hannappel, um aprendiz que desapareceu da estação ferroviária de Hanover em 11 de novembro de 1923.

Testemunhas tinham visto Grans, na companhia de Fritz, apontando para Hannappel. Fritz havia afirmado que este foi um dos dois assassinatos cometidos mediante a insistência de Grans e por esta razão, Grans foi condenado à morte.

Descobriram uma carta de Fritz declarando a inocência de Grans, o que mais tarde, levou a um segundo julgamento e uma sentença de 12 anos de prisão para ele. Depois de cumprir sua pena, Grans continuou a viver em Hannover até sua morte, por volta de 1980.

Os restos mortais de vítimas do Fritz foram enterrados em uma cova comum e após a sua execução, a cabeça de Fritz foi preservada em um frasco por cientistas para examinar a estrutura de seu cérebro. A cabeça de Fritz agora é mantida na Faculdade de Medicina de Göttingen.

Cabeça de Fritz
Cabeça de Fritz

O caso agitou muita discussão na Alemanha sobre a pena de morte, abordagem correta para criminosos  e doentes mentais, os métodos de investigação policial, e até a respeito da homossexualidade!

Fonte: Noite Sinistra

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