Torturas e detalhes omitidos realizadas pela CIA são liberadas em um relatório

Dick Cheney, ex-vice-presidente dos EUA conta em seu livro mais recente que defende a tortura. Vice-presidente de George W. Bush, entre 2000 e 2009, período de maior força da Guerra ao Terror, tarefa norte-americana contra o terrorismo depois do 11 de setembro. Segundo Cheney, a tortura faz parte da missão dos EUA, para garantir a liberdade.

Members of the group "Witness Against Torture" dressed in orange prison jumpsuits protest against the detention camp at Guantanamo Bay, along Pennsylvania Avenue in Washington D.C. January 10, 2012.  REUTERS/Larry Downing   (UNITED STATES - Tags: POLITICS CIVIL UNREST SOCIETY) - RTR2W40K
Membros do grupo “Witness Against Torture” (Testemunhas contra tortura) vestidos com o macacão laranja de prisão, protestando contra o campo de detenção em Guantanamo Bay, em Washington D.C., em 10 de janeiro de 2012. 

O Comitê de Inteligência do Senado do país, liberou um relatório no final de 2014, que contava com detalhes omitidos pela CIA, como eram torturados os suspeitos de terrorismo. Alguns deles foram:

1)Em 2002, Binyam Mohamed foi preso no Pasaquistão, pelas autoridades norte-americanas. Sua acusação era de lutar ao lado do Tabelã. Binyam, que morava na Inglaterra, foi torturado por 18 meses. Ele descreveu que seu pênis era frequentemente cortado com uma lâmina de barbear! Mas, o que achava a pior tortura foi quando ficou preso num cubículo completamente escuro, ouvindo a música “The Real Slim Shady”, do Eminem, por 20 dias seguidos, sem pausa! Ele comentou “ouvi isso sem parar, por dias e mais dias(…). Muitos enlouqueceram. Eu podia ouvir as pessoas batendo suas cabeças contra as paredes e as portas”.

2) Por mais de 7 anos, o nome Gul Rahman foi mantido em segredo pelas autoridades norte-americanas. Sua família não receberam notícias sobre seu sumiço. Infelizmente, em 2002, faleceu numa prisão secreta da CIA, no Afeganistão. Gul foi encontrado inconsciente e nu no chão de concreto. Mas havia um detalhe. Naquela noite, a temperatura estava entre os 0 ºC. Num relatório feito pelo senado, diz que ele ficou preso “(…) em uma posição que obrigava o detento ficar no chão de concreto”. Gul já havia ficado 48hrs sem poder dormir, isolado em um quarto completamente escuro, antes disso.

3) Abu Zubaydah, acusado de ser um membro da Al-Qaeda, foi “afogado” com o waterboarding (afogamento simulado, em que a pessoa é imobilizada e sufocada com um pano e muita água)por mais de 83 vezes. Ele ficou tão exausto que quando o oficial estalava o dedo duas vezes, ele automaticamente se deitava para receber a tortura. Além disso, Abu ficou confinado numa caixa com vários insetos. O pior de tudo é que ele tinha 2 olhos quando foi capturado, e agora só tem 1. O que aconteceu com o outro, ninguém sabe…

4) Em várias acusações, Abd al-Rahim al-Nashiri, foi acusado como líder do atentado ao USS Cole, no qual bombardeou um navio da Marinha dos EUA em 2000. Sua tortura foi a prática do waterboarding. Além de tudo, ele teve comida introduzida no ânus, segundo o relatório do Senado, com o “maior tudo que nós possuíamos”. Os agentes envolveram sua mãe na história também, dizendo que ela seria estuprada na frente dele.

5) O paquistanês Majid Khan foi preso em Guantánamo, e torturado com gelo em seu pênis e escroto, e com alimentação retal, introduzida diretamente em seu ânus. A comida foi detalhadamente descrita nos relatórios como: homus, macarrão, purê e nozes. Dois vídeos foram feitos em que Khan aparecia nu, levando ele a tentar cortar os pulsos, mastigar o próprio braço e cortar sua pele com uma escova de dentes.

Fonte: Super Interessante 

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