Ed Kemper, o louco da Califórnia que desmembrava corpos para fins sexuais

No dia 18 de dezembro de 1948 nascia Edmund Kemper, o louco, na famosa cidade dos sonhos, Califórnia (EUA). Quando Ed completou 9 anos de idade, seus pais se separaram e o mandaram morar com seus avós paternos, achando que ele ia ficar menos tímido, só que não.

Aos 15 anos, em 1964, ele deu um tiro na cabeça de sua avó para “saber qual sensação sentiria”. Ainda assim, no mesmo dia mais tarde matou seu avô para que ele não visse o corpo de sua mulher morta.

Ed Kemper, o louco da Califórina

Ed, o louco da Califa, sua mãe, que era alcóolica, o maltratava. Para ele, esses maus-tratos foram uma das razões para ele ter cometido seus crimes. Desde criança, Ed já mostrava sinais de que era psicopata. Ele torturava animais e já chegou a fazer “brincadeiras” sexuais com as bonecas de suas irmãs.

Depois da matar seus avós, Ed ligou para sua mãe, e logo em seguida se entregou à polícia. Ele foi avaliado psicologicamente pelo fato de ser menor de idade. Ed foi identificado com esquizofrenia paranoide e QI de gênio (o equivalente a 145). Isso tudo fez com que ele passasse toda a adolescência no, uma unidade para criminosos insanos!

Ed, o louco da Califórnia – Atascadero State Hospital

Aos 21 anos, aparentemente Ed decorou as respostas de testes psicológicos e ficou livre do hospital. Depois disso o cara tentou entrar para a polícia mas era grande e pesado demais. Felizmente Ed conseguiu outro trabalho, mas teve que se afastar depois de machucar o braço no trânsito.

Ed recebeu indenização estadual e parou de trabalhar. Assim ficou até 1972, ao 24 anos, quando começou a matar de novo. Durante muito tempo depois de sua saída do hospital, médicos ainda avaliavam sua inteligência. Nesse mesmo ano, Ed ainda era avaliado por psiquiatras como parte de sua condicional.

Ed Kemper, o louco da Califórnia em sua sala

O cara é tão frio, que no dia na qual recebeu o laudo que garantia sua liberdade, ele tinha dentro de seu porta-malas do carro o corpo de uma menina. Ed tinha acabado de matá-la.

Como estava livre, Ed voltou a usar seu método de sempre para pegar suas vítimas: oferecer carona para uma estudante, levá-la para um lugar deserto e então matá-la. A insanidade dele era tão grande que não satisfeito em matar, Ed levava os corpos pra sua casa e desmembrava-os e fazia sexo com eles.

Nesse ritmo o louco da Califórnia matou 6 garotas e escondeu os pedaços de seus corpos em vários lugares. Ed era muito sociável com todo mundo. Pra você ter uma noção ele tinha amizade com policiais locais. Os caras até apelidaram-o de “Big Ed”, por conta de seu porte físico. Provavelmente essa proximidade com os policiais, tirava ele da lista de suspeitos.

Em uma de suas saídas, Ed matou 2 coelhos com uma pedrada só. Era dia 7 de maio de 1972, quando ele deu carona para duas garotas do Colégio Estadual de Fresno. Ao chegar num caminho mais deserto, Mary Ann Pesce e Anita Luchese, começaram a fazer perguntas para Ed, já assustadas.

Mary Ann Pesce – Ed, o louco da Califórnia

Ed, totalmente calmo, tirou uma arma debaixo do banco e mandou as duas ficarem quietas. Pegou Anita e a colocou no porta-malas. Desesperada, ela não parava de chorar. Mary Ann foi levada até o banco de trás. Ed a deitou de bruços, algemou-a e colocou uma sacola de plástico em sua cabeça para tentar sufocá-la. 

Anita Luchese – Ed, o louco da Califórnia

Ann estava já apavorada e lutava pela sua vida. Quanto mais a garota lutava, mais Ed ficava excitado. Chegou uma hora que Ann conseguiu furar o plástico, acabando com os sonhos do psicopata. Ed putão da vida tirou uma faca do bolso e a esfaqueou até que a garota parasse de se mexer, cortando sua garganta no final.

Ed voltou para o porta-malas e esfaqueou Anita com uma faca maior ainda, matando-a bem rápido. Metódico, ele já tinha programado todos os passos que daria depois de matá-las. Ed levou os dois corpos para sua casa e os desmembrou.

Enquanto ele fazia seu trabalho, ele também registrava com fotos todos os processos. O corpo em pedaços de Mary Ann foi colocado na mesma sacola em que Ed teria tentado sufocá-la. O cara primeiro tinha o prazer de ter os corpos com ele e depois os jogava em algum barranco por ali.

Todos os crimes aconteceram no mesmo lugar e período que dois outros serial killers: John Linley Frazier e Herbert Mullins. Naquela época, a cidade de Santa Cruz ficou famosa pela imprensa dos EUA como “a capital mundial dos assassinatos”, lugar sereno para viver.

John Linley Frazier, serial killer da época – Ed, o louco da Califórnia

Infelizmente nem sua mãe conseguiu escapar de suas mãos. Na Páscoa de 1973, entrou no quarto de sua mãe e a espancou-a com um martelo. Para continuar, arrancou sua cabeça e começou a transar e a usar como alvo para dardos!

Ed também cortou as cordas vocais de sua mãe e as colocou no triturador da pia da cozinha. Segundo ele, “isso pareceu apropriado pelo tanto que reclamava e gritava comigo”.

Mãe de Ed, o louco da Califórnia

No dia seguinte, Ed encontrou uma amiga de sua mãe e também acabou matando-a. Depois dessas outras duas vítimas ele fugiu para o Colorado, ficando em Pueblo. Ao chegar lá, Ed ligou para a polícia e confessou seus crimes.

Em seu julgamento foi condenado por 8 assassinatos em primeiro grau e sua pena foi de prisão perpétua. Hoje em dia ele está cumprindo pena em Vacaville, na Califórnia. Mesmo ele sendo um “prisioneiro modelo”, suas duas condicionais foram negadas.

Julgamento de Ed Kemper
Ed Kemper em seu documentário “The Co-ed Killer”

Fontes: Revista Mundo Estranho – Ed 144, Loucos e Perigosos e Murderpedia

 

 

 

 

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