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Conheça as Religiões mais Insanas de todos os Tempos que tem os E.T.s como seu Deus

Ao longo da história, a humanidade sempre buscou respostas para perguntas fundamentais: de onde viemos, qual é o sentido da vida e o que existe além da Terra. Essa curiosidade deu origem a diversas tradições espirituais, mitologias e religiões. No entanto, a partir do século XX, com o avanço da ciência, a corrida espacial e a popularização da ufologia, um novo tipo de fé começou a surgir: as chamadas “religiões UFO”, também conhecidas como cultos extraterrestres.

Nessas crenças, os deuses tradicionais são substituídos por seres de outros planetas, vistos ora como criadores da humanidade, ora como guias espirituais que retornariam para salvar ou iluminar os homens. Muitas dessas religiões misturam elementos de ciência, ficção científica, esoterismo, espiritualidade Nova Era e até referências a textos bíblicos ou mitológicos, reinterpretados sob a ótica alienígena.

Embora para muitos pareça apenas fantasia ou bizarrice, essas religiões atraíram milhares de seguidores em diferentes países. Algumas delas se transformaram em movimentos globais com templos, doutrinas próprias e até símbolos oficiais; outras se consolidaram como expressões culturais curiosas e polêmicas. Entre elas estão o Raelianismo, a Sociedade Aetherius, a Igreja da Cientologia com sua narrativa de Xenu, os grupos ligados aos Pleiadianos, além de manifestações brasileiras como o Vale do Amanhecer.

A seguir, você vai conhecer as religiões mais insanas de todos os tempos que colocam os extraterrestres como deuses. Vamos explorar sua origem, crenças centrais, curiosidades e controvérsias, sempre com base em fontes reconhecidas e confiáveis. Mais do que simples excentricidade, esses movimentos revelam muito sobre a busca humana por transcendência, a necessidade de pertencimento e o fascínio pelo desconhecido que habita o universo.

Prepare-se: algumas histórias parecem ficção científica, mas foram (e ainda são) vividas como realidade por milhares de pessoas ao redor do mundo.

O que são religiões UFO / cultos extraterrestres?

As chamadas religiões UFO – ou cultos extraterrestres – são movimentos espirituais e filosóficos que surgiram a partir do século XX, quando a ideia da existência de vida fora da Terra passou a ganhar força no imaginário popular. Diferentemente das religiões tradicionais, que se apoiam em figuras divinas, ancestrais ou mitológicas, essas crenças colocam os extraterrestres no centro da espiritualidade, atribuindo a eles o papel de deuses, criadores ou mensageiros cósmicos.

De forma geral, esses movimentos nasceram em contextos de intensas transformações sociais e tecnológicas, especialmente após a corrida espacial e a disseminação da ufologia moderna. Para muitos seguidores, os avistamentos de discos voadores e as histórias de contato não eram apenas fenômenos físicos ou científicos, mas sinais espirituais que apontavam para uma nova etapa da evolução humana.

Entre as características mais comuns das religiões UFO, podemos destacar:

  • Contato direto com extraterrestres: geralmente através de líderes que se autodenominam “profetas” ou “mensageiros cósmicos”.
  • Explicação alternativa para a origem da humanidade: muitos movimentos acreditam que os humanos foram criados ou geneticamente modificados por seres de outros planetas.
  • Promessa de salvação ou iluminação: os extraterrestres seriam responsáveis por guiar a humanidade em momentos de crise ou transição planetária.
  • Mistura de ciência e espiritualidade: conceitos da física, biologia e astronomia são frequentemente usados junto com práticas místicas, como meditação, canalizações e rituais esotéricos.
  • Narrativas apocalípticas ou utópicas: algumas religiões falam sobre destruição iminente, enquanto outras pregam a chegada de uma era dourada sob a orientação alienígena.

Apesar de parecerem marginais, muitas dessas religiões alcançaram expressiva visibilidade internacional, seja pela quantidade de seguidores, seja pelas polêmicas envolvendo seus líderes. Elas representam, em essência, um fenômeno típico da modernidade: a fusão entre tecnologia, cultura pop, espiritualidade e a eterna busca humana por respostas que transcendam a vida cotidiana.

 Exemplos mais emblemáticos de religiões que têm os E.T.s como deuses

Agora que já entendemos o que são as religiões UFO, vamos mergulhar nos casos mais emblemáticos. Esses movimentos ganharam notoriedade internacional, atraíram milhares de seguidores e deixaram sua marca tanto na cultura pop quanto nos estudos de religião e sociologia. Cada um deles possui características próprias, mas todos compartilham um ponto em comum: a crença de que extraterrestres são entidades superiores, responsáveis pela criação, evolução ou salvação da humanidade.

Raelianismo

Fundado em 1973 pelo francês Claude Vorilhon, que passou a se autodenominar Raël, o movimento Raeliano nasceu após o suposto contato do líder com seres extraterrestres chamados Elohim. Segundo ele, esses alienígenas criaram a humanidade por meio de engenharia genética avançada e foram os verdadeiros responsáveis por eventos relatados em textos religiosos como a Bíblia.

Entre os pontos centrais da doutrina raeliana estão:

  • A ideia de que figuras como Jesus, Buda e Maomé eram mensageiros enviados pelos Elohim.
  • A defesa de valores ligados à ciência, à paz mundial e ao amor livre.
  • O desejo de construir uma embaixada na Terra para receber os Elohim em seu retorno.

O movimento já esteve envolvido em diversas polêmicas, principalmente pelo uso de símbolos controversos (como a suástica dentro da Estrela de Davi em seus primórdios) e por afirmações ousadas sobre clonagem humana. Ainda assim, o Raelianismo é hoje considerado uma das maiores religiões UFO do mundo, com seguidores em mais de 90 países.

Sociedade Aetherius

Criada em 1955 pelo britânico George King, a Sociedade Aetherius se apresenta como uma mistura de esoterismo, Teosofia e crenças da Nova Era. King afirmava ter sido contatado por “Mestres Cósmicos”, seres iluminados de outros planetas que transmitiam mensagens sobre espiritualidade, serviço humanitário e cura energética.

Suas práticas incluem:

  • Meditações coletivas para enviar “energia espiritual” ao planeta.
  • Rituais voltados à paz mundial e à elevação da consciência.
  • Culto a figuras cósmicas como “Mestre Aetherius”, “Mestre Jesus” e até deuses solares.

Apesar de ser menos radical do que outros cultos extraterrestres, a Sociedade Aetherius conseguiu sobreviver ao passar das décadas, mantendo centros ativos no Reino Unido, nos Estados Unidos e em outros países. É considerada por estudiosos um dos exemplos mais organizados e duradouros do gênero.

Cientologia e o mito de Xenu

A Igreja da Cientologia, fundada por L. Ron Hubbard na década de 1950, é talvez o exemplo mais famoso de religião associada a narrativas alienígenas. Embora oficialmente negue divulgar essas crenças para iniciantes, documentos internos e ex-membros relatam a história de Xenu, um ditador galáctico que teria vivido há 75 milhões de anos.

Segundo o mito, Xenu teria trazido bilhões de seres a um planeta semelhante à Terra, os exterminado com bombas de hidrogênio e espalhado seus espíritos – chamados thetans – que passaram a se alojar nos humanos atuais. Para os cientologistas, as práticas espirituais da igreja permitem “limpar” esses traumas cósmicos e libertar o indivíduo de influências negativas.

A Cientologia é amplamente criticada por seus métodos de controle psicológico e pelo sigilo em torno de seus ensinamentos mais profundos, acessíveis apenas a quem atinge altos níveis de iniciação. Ainda assim, é um dos movimentos mais ricos e poderosos do mundo religioso contemporâneo, contando com celebridades entre seus membros.

Pleiadianos e espiritualidade da Nova Era

Entre os anos 1950 e 1970, diversos “contatados” afirmaram ter recebido mensagens de seres extraterrestres oriundos do aglomerado estelar das Plêiades, conhecidos como Pleiadianos. Esses alienígenas seriam humanoides altos, loiros e benevolentes, com o propósito de guiar a humanidade rumo à paz, ao respeito ao meio ambiente e ao despertar espiritual.

As mensagens dos Pleiadianos se tornaram populares principalmente no contexto da espiritualidade Nova Era, com livros, palestras e canalizações mediúnicas. Seus seguidores acreditam que esses seres supervisionam a evolução da Terra e ajudam indivíduos sensíveis a desenvolver dons espirituais.

Embora não constituam uma religião formal com templos e hierarquia definida, as crenças nos Pleiadianos se espalharam pelo mundo, tornando-se parte importante da cultura esotérica e da ufologia mística.

Vale do Amanhecer (Brasil)

O Vale do Amanhecer, fundado em 1969 pela médium Neiva Chaves Zelaya, conhecida como Tia Neiva, é um exemplo brasileiro de religião que mistura espiritualidade, espiritismo kardecista e crenças extraterrestres. Localizado em Planaltina (DF), o movimento acredita que civilizações alienígenas chegaram à Terra há 32 mil anos para ajudar no desenvolvimento humano.

Os seguidores, chamados jaguar, acreditam ser reencarnações desses seres cósmicos e realizam rituais coloridos e elaborados que unem elementos cristãos, indígenas, africanos e orientais. O Vale do Amanhecer cresceu e hoje é considerado uma das maiores comunidades espiritualistas do Brasil, atraindo até mesmo estrangeiros.

A presença da temática alienígena em sua doutrina o torna um dos exemplos mais curiosos de como a fé em extraterrestres pode se mesclar com tradições religiosas locais.

Alien Church (Estados Unidos)

Mais contemporânea e com forte apelo cultural, a Alien Church, localizada em Los Angeles, Califórnia, é uma mistura de arte, performance e espiritualidade alternativa. O espaço ganhou notoriedade por apresentar um alienígena crucificado, além de realizar encontros e “sermões” que unem humor, crítica social e discussões espirituais.

Ao contrário de outras religiões UFO, a Alien Church não se apresenta como um culto estruturado, mas como uma comunidade criativa. Seus rituais incluem práticas de cura, meditação e celebrações que misturam elementos de diferentes tradições.

Embora ainda seja recente, a Alien Church reflete como o fascínio pelos extraterrestres continua inspirando novas formas de expressão espiritual no século XXI.

Esses são apenas alguns dos casos mais emblemáticos, mas eles já demonstram como a ideia de extraterrestres como deuses assumiu diferentes formas ao redor do mundo – desde religiões globais com milhões de dólares em patrimônio até grupos locais com forte impacto cultural.

Quais as razões para o surgimento desses movimentos

A existência de religiões que colocam extraterrestres como deuses pode parecer, à primeira vista, um fenômeno excêntrico ou fruto apenas da imaginação. No entanto, quando analisamos o contexto histórico, social e psicológico, percebemos que esses movimentos têm raízes bem mais profundas e estão ligados a transformações culturais do último século.

A busca humana por sentido em tempos de mudança

Desde as primeiras civilizações, o ser humano procura explicações para sua origem e para os mistérios do universo. No século XX, com o avanço da ciência e da tecnologia, a fé tradicional muitas vezes já não parecia suficiente para responder a todas as perguntas. Assim, muitos encontraram nos extraterrestres uma nova forma de transcendência: seres superiores que, ao contrário dos deuses invisíveis, poderiam ser explicados de forma quase científica.

A influência da ficção científica e da mídia

Filmes, séries e livros de ficção científica tiveram um papel crucial na formação do imaginário coletivo sobre alienígenas. Produções como Guerra dos Mundos, 2001: Uma Odisseia no Espaço, E.T. – O Extraterrestre e, mais recentemente, Arquivo X e Ancient Aliens, ajudaram a popularizar a ideia de que “não estamos sozinhos”. Esse ambiente cultural abriu espaço para que líderes espirituais reinterpretassem essas narrativas dentro de contextos religiosos.

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O impacto da ufologia e dos avistamentos de OVNIs

A explosão de relatos de objetos voadores não identificados a partir da década de 1940, como o famoso caso de Roswell em 1947, alimentou ainda mais a crença em visitantes de outros planetas. Para muitos, esses eventos não eram apenas fenômenos a serem estudados pela ciência, mas sim sinais de contato espiritual. A ufologia, inicialmente vista como pseudociência, acabou se tornando a base de muitas doutrinas religiosas que misturavam investigação extraterrestre com fé.

A promessa de salvação e de uma nova era

Muitos desses movimentos surgiram em contextos de medo global, como a Guerra Fria, o risco de guerras nucleares ou crises ambientais. Nessas situações, a promessa de que seres cósmicos interviriam para salvar a humanidade ganhou força. Assim como religiões tradicionais falam em juízo final ou paraísos celestiais, as religiões UFO passaram a falar em civilizações avançadas que conduziriam a humanidade a uma era de paz e evolução espiritual.

Sincretismo religioso e adaptação cultural

Outro ponto importante é o sincretismo. Em países como o Brasil, por exemplo, vemos no Vale do Amanhecer uma fusão de espiritismo, cristianismo, tradições indígenas e crenças alienígenas. Isso mostra como essas religiões conseguem se adaptar ao contexto local, dialogando tanto com símbolos tradicionais quanto com o fascínio moderno pela tecnologia e pelo espaço.

Em resumo, essas religiões não surgiram do nada. Elas são resultado de uma combinação entre curiosidade científica, necessidade espiritual, influência cultural e desejo coletivo por respostas. Ao mesmo tempo em que revelam o lado criativo da espiritualidade humana, também levantam alertas sobre os limites entre fé, ficção e manipulação.

 Considerações críticas e cuidados de leitura

Embora as religiões que têm os extraterrestres como deuses despertem curiosidade e até um certo fascínio, é fundamental adotar uma postura crítica ao analisá-las. Isso não significa desrespeitar a fé de seus seguidores, mas sim compreender os riscos sociais, psicológicos e culturais que podem estar associados a esses movimentos.

O olhar acadêmico e científico

Estudiosos da sociologia da religião e da psicologia destacam que muitas dessas crenças podem ser classificadas como novos movimentos religiosos ou até mesmo como cultos. Em boa parte dos casos, não há comprovação científica para as experiências de contato relatadas pelos líderes. Isso não invalida a vivência subjetiva dos seguidores, mas reforça a necessidade de diferenciar a fé de fato comprovado.

Riscos de manipulação

Um dos pontos mais sensíveis é a possibilidade de manipulação emocional, financeira ou psicológica. Líderes carismáticos que afirmam ter contato exclusivo com civilizações cósmicas podem usar esse poder para explorar seguidores, seja exigindo contribuições financeiras, seja impondo regras rígidas que dificultam a liberdade individual. Casos como o da Cientologia são amplamente debatidos por ex-membros que relatam práticas de controle e intimidação.

O apelo apocalíptico

Algumas dessas religiões também exploram narrativas de medo, como previsões de catástrofes globais, destruição da Terra ou necessidade de obediência para garantir salvação em naves espaciais. Esse tipo de discurso pode causar ansiedade coletiva, isolamento social e até episódios trágicos — como já ocorreu em movimentos que incentivaram suicídios em massa sob a promessa de ascensão alienígena.

A linha tênue entre cultura e crença

É importante lembrar que nem todas as manifestações envolvendo extraterrestres e espiritualidade têm caráter nocivo. Alguns movimentos são mais culturais e artísticos, como a Alien Church, ou se misturam a tradições religiosas já existentes, como no Vale do Amanhecer. Nesses casos, a fé funciona como uma forma de expressão simbólica e de pertencimento comunitário.

O papel da informação crítica

Diante desse cenário, o cuidado essencial é manter a consciência crítica. Antes de se envolver com qualquer religião ou movimento espiritual, é indispensável buscar informações em fontes confiáveis, questionar promessas grandiosas e avaliar se há transparência na forma como o grupo atua. O fascínio pelo mistério e pelo desconhecido é natural, mas não deve substituir o pensamento racional nem comprometer a liberdade pessoal.

Em outras palavras, essas religiões refletem a criatividade humana em sua busca por sentido, mas exigem cautela para que a espiritualidade não se transforme em instrumento de manipulação.

A trajetória das chamadas religiões UFO mostra como a imaginação humana é capaz de transformar o fascínio pelo espaço e pelos extraterrestres em verdadeiros sistemas de fé. De figuras como os Elohim do Raelianismo aos Mestres Cósmicos da Sociedade Aetherius, passando pelo polêmico mito de Xenu na Cientologia, pelos benevolentes Pleiadianos e até pelas tradições brasileiras do Vale do Amanhecer, todos esses exemplos revelam uma característica central da espiritualidade humana: a busca incessante por respostas, transcendência e pertencimento.

Se, por um lado, tais movimentos podem ser vistos como expressões culturais curiosas e até criativas, por outro, também levantam questões delicadas sobre manipulação, credibilidade e impacto social. É nesse ponto que entra a importância de uma análise crítica e responsável. Fascinar-se com a ideia de que não estamos sozinhos no universo é natural; contudo, transformar essa crença em doutrina exige discernimento para não cair em armadilhas perigosas.

No fim das contas, essas religiões nos dizem mais sobre nós mesmos do que sobre os alienígenas: refletem nossas angústias diante da ciência e da tecnologia, nosso medo de crises globais e a eterna necessidade de acreditar que existe algo maior guiando a humanidade.

O universo ainda guarda muitos mistérios, e talvez um dia possamos encontrar vida além da Terra de forma concreta. Até lá, cabe a nós separar a curiosidade saudável da crença cega, mantendo sempre a mente aberta, mas também os pés firmes no chão.

 

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